Crime e câncer

•Janeiro 22, 2008 • Deixe um comentário

Foi publicado com um título diferente n’O Globo de 20/01/2008

Crime e câncer

Crime e câncer na mesma frase? Não, não é erro. Pode haver uma conexão que passa por fatores intermediários, como o medo, a depressão e o estresse. Esse vínculo, se demonstrado no Brasil mostraria que os níveis altíssimos de crime e violência têm conseqüências que vão muito além das vítimas visíveis. Talvez valha a pena repetir uns dados: há dois anos publicamos um livro, As Vítimas Ocultas, que abre com a seguinte frase – “Entre 1979 e 2001, mais de 600 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. O número é cataclísmico.” De lá para cá, aproximadamente mais 40 a 50 mil por ano. Incluindo acidentes e suicídios, perto de dois milhões de mortos desde 1979. Esses dados se referem aos mortos apenas – a violência não letal é muitíssimo maior. Não temos como avaliar o monto de ações violentas não-fatais, como estupros, assaltos, agressões, violência doméstica etc. As situações de violência provocam reações: umas, no momento, fáceis de notar; outras, mais demoradas e insidiosas, mas não menos prejudiciais. No Brasil, algumas conseqüências foram aferidas pela Pesquisa Social Brasileira: 39% procuraram evitar conversar sobre violência com amigos e parentes; 53% procuraram evitar ver programas de televisão que falassem sobre violência; 60% procuraram evitar qualquer coisa que lembrasse situações de violência; 63% procuraram evitar pensar em violência etc.

Outra pesquisa, feita na área metropolitana de São Paulo, sublinhou série semelhante de conseqüências muito negativas: em cada três paulistanos, dois evitam, conscientemente, pensar em violência; psicologicamente, pode ter aspectos saudáveis; politicamente é estratégia de avestruz. Porém há dados mais graves: três em quatro paulistanos sentem medo quando pensam na violência de modo geral. É um quadro que encolhe a vida e reduz a felicidade das pessoas. Um em cada quatro paulistanos teve dificuldade em se concentrar porque ficou pensando na violência – no último ano. O sono também foi afetado: no último mês, 48% tiveram dificuldade de dormir porque ficaram pensando na violência e 51% sonharam com situações de violência. O nível de estresse é altíssimo. Observem que 64% (dois terços) se sentiram mal quando pensaram na violência.

E o que tem isso a ver com a saúde física em geral e o câncer em particular?

A vinculação entre estresse, depressão, falta de sono, de um lado, e problemas de saúde, inclusive o câncer, do outro, é apoiada por muitas pesquisas, embora haja controvérsias a respeito. Uma das pesquisas mais recentes, publicada nos Archives of General Psychiatry, demonstra que, num casal comum e corrente, o estresse de uma rusga de meia hora de duração basta para atrasar a capacidade dos seus corpos em fechar feridas em pelo menos um dia. Se a relação for normalmente conflitiva, o efeito de cada nova rusga poderá ser dobrado. Esses estudos são feitos no Ohio State University ’s Institute for Behavioral Medicine Research que concentra esforços em ver como o estresse psicológico afeta o sistema imune.

Podemos começar a analisar a relação entre crime, estresse e câncer em ocupações altamente estressantes, particularmente as que trabalham diretamente com o crime e a violência, como policiais e agentes penitenciários.

Uma pesquisa feita por com dados suecos sugere que situações estressantes, como as vinculadas ao trabalho, nos dez anos anteriores à pesquisa aumentavam o risco de câncer de colo-retal. O risco relativo aos que não tiveram situações estressantes no trabalho (controlando a idade e o gênero) era de 5,5. Ou seja: estresse no trabalho aumentava em 450% o risco de câncer, bem mais do que a morte do cônjuge, que aumentava em 50%. Mudar de residência também aumentava o risco relativo (2,8). Kune e associados usaram dados do Melbourne Colorectal Cancer Study: entrevistaram 715 pacientes e 727 controles. Concluíram que doenças graves ou a morte de alguém na família, problemas familiares sérios (conflitos, infidelidades, separações e divórcios) e pesados problemas no trabalho durante os cinco anos precedentes aumentavam o risco de câncer colo-retal. Além disso, entre os que enfrentaram esses problemas objetivos, os que ficaram mais perturbados com eles tinham um risco mais elevado de câncer. O problema, em si, já contava; a reação ao problema, adicionava. Aliás, em outra análise dos mesmos dados, os autores descobriram que a religiosidade protege contra o câncer (Risco Relativo 30% menor, P = 0,002). Entre os que tiveram câncer, a sobrevivência dos religiosos foi de 62 meses contra 52 dos demais.

A ponderável, mas não totalmente consistente, massa de resultados ligando estresse ocupacional a problemas de saúde, física e psicológica, inclusive ao câncer, levou um tribunal do trabalho da Austrália, o South Australian Workers Compensation Tribunal, a concluir que o estresse ocupacional contribuiu para o câncer colo-retal de um agente penitenciário, qualificando-o para receber uma indenização. Isso, na Austrália: imaginem no Brasil, onde a violência dentro das prisões possivelmente contribui para deteriorar o estado físico e mental de agentes penitenciários e de prisioneiros.

Não obstante, a população também sofre com o crime e a violência, via estresse, medo, depressão, insônia e outros males que reduzem e muito nossa resistência. Essa é uma área relativamente jovem, mas seus resultados já sugerem que o dano invisível causado pelo crime e pela violência é simplesmente gigantesco.

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES

E agora? Pacientes que melhoram e o PSA não.

•Janeiro 22, 2008 • Deixe um comentário

E agora? Pacientes que melhoram e o PSA não.

Começa um pequeno teste de sorafenib, nova substância para ser usada – até agora – em pessoas com câncer avançado. O objetivo é ver se o uso de sorafenib em pacientes com metástase, que já não respondem ao tratamento hormonal, produziria efeitos em quatro meses. Usaram exames clínicos e radiográficos, e o PSA.

A dose – a dose é importante e o paciente tem que estudá-la junto com o oncólogo. Testaram 400 mgs por via oral, duas vezes por dia, em ciclos de 28 dias.

A média do escore Gleason era muito alta – 9 – variando de 4 a 9,5; o PSA médio 53.3 ng/mL (variando de 2 a 1,905 ng/mL). 59% dos pacientes já tinham recebido outro tipo de quimioterapia.

Os resultados foram interessantes: 13 pacientes pioraram de acordo com o PSA, mas sem qualquer evidência de progressão do câncer por critérios clínicos e radiográficos. Dois tiveram claras melhorias nos ossos, visíveis nos scans.

Os efeitos colaterais não foram desprezíveis.

Dois em 21 melhoraram muito. As pesquisas agora deverão se concentrar em explicar essas diferenças.

Finalmente, esse ingrediente entra para uma pequena lista que combate o câncer numa minoria dos pacientes e cujos bons efeitos não aparecem no PSA.

Histórias de pacientes: terapia hormonal exitosa

•Janeiro 20, 2008 • Deixe um comentário

Tom Johnson tinha 58 quando foi diagnosticado, em Janeiro de 1996 (o mesmo ano que eu). O PSA de Tom era gigantesco, 110 ng/ml e o escore Gleason era muito alto, 7(3+4). O meu escore também era 7, mas era pior (4+3) porque as células agressivas eram mais numerosas. Havia metátase. O estágio dele, D4, era de um cancer muito avançado, e ele foi direto para o tratamento hormonal, ADT (Androgen Deprivation Therapy). Tom Johnson descobriu seu cancer por acaso. Ele caiu de uma escada e os raios X sugeriram uma pequena fratura. Tom não melhorou e fez um MRI. Tom quase não conseguia andar. O MRI sugeriu doença metastática, mas não se sabia de que nem quanto. Fez um scan dos ossos e havia um montão de pontos indicando câncer. Fez o PSA e o resultado, 110 ng/ml era assustador. O urólogo recomendou castração ou CHT (terapia hormonal combinada).

Começou, logo, com Lupron (injeções mensais) e Flutamida (diariamente). Tom reagiu maravilhosamente ao Lupron e, em 3 meses, o PSA estava abaixo de 0,1. Porém, isso não sai de graça e Tom tinha nausea e danos permanentes no fígado. As dores nas costas melhoraram muito e um novo scan ósseo mostrava muitas melhoras.

Depois de seis meses, Tom mudou para Casodex e permaneceu com CHT (terapia hormonal combinada) durante cinco anos, uma enormidade. Parou o tratamento no fim de 2001. Depois de um ano, o PSA voltou a ser detetável, cerca de 1,5 ng/ml. A grande vantagem de Tom sobre outros pacientes é que o PSA ficou naquele nível, sem tratamento, durante quatro anos.

O PSA depois do tratamento hormonal, quando cresce, cresce para valer: em fevereiro de 2005 estava em 3,4 e em maio em 15! Tom voltou à CHT (terapia hormonal combinada), com agentes diferentes, Trelstar + Casodex. O PSA “sumiu”, mas não por muito tempo, passando de 0,9 a 5,0 (em julho) e a 18,1 em agosto. Mudou de Casodex para Avodart em Agosto.

A saúde de Tom, for a o CPa, é boa e ele não toma mais nada. Mudou a dieta, comendo muitos vegetais, que ele planta, e zerando a carne. Ele tem um sítio e passa muito tempo em atividades agrícolas. Ele é ativo em organizações de homens com PCa. Como eu, ele recomenda que todos participem e levem suas esposas ou namoradas.

Tom discute os efeitos do CHT:

  • 1. Acabou a libido e a capacidade de ejacular. Voltaram durante o período em que esteve fora do CHT.
  • 2. Perdeu 15 quilos com e recuperou os 15 e outros 15 com Casodex. Pesa 115 quilos, mas tem 1m90cm.
  • 3. Os seios cresceram, mas sem chegar a parecer “de mulher”.
  • 4. Os chamados Hot Flashes – fortes, foi obrigado e tirar as colchas no inverno e ter suores mas, Segundo ele, os da esposa na menopausa foram piores.
  • 5. Memória, uma vítima comum da terapia hormonal. Com razão, Tom diz que não dá para saber o que é provocado pela terapia e o que é provocado pela idade. Segundo ele, nunca teve boa memória e ficou pior.
  • 6. A Osteoporose é revelada pela baixa densidade óssea. Não toma medicamentos para a osteoporose.

Tom enfrenta o câncer de próstata há 12 anos. Teve vida relativamente normal com ele, a despeito de só tê-lo detectado depois de metástase óssea e um PSA de 110.

Acabo de receber notícia dele, de que o PSA voltou, está em 2,5 e dobrando rapidamente (cada 4 semanas). É um péssimo indicador, um PSADT de um mês, mas quem andou com 110 enfrenta melhor a situação do que quem não enfrentou. Está vivo, trabalhando no seu sítio e ajudando outros. Eu proponho a você, que me está lendo, uma oração por ele.

CCB’s: o remédio aumenta ou diminui o câncer?

•Janeiro 19, 2008 • Deixe um comentário

Num site dedicado a estórias de câncer de próstata, li que chamados Calcium Channel Blockers piorariam o câncer de próstata. O paciente, que escreveu o texto, com o máximo de boa vontade, não parecia à vontade com pesquisas etc. Os CCB’s usados nos EUA tem diferentes nomes, dos quais retirei alguns: nisoldipine (Sular), nifedipine (Adalat, Procardia), nicardipine (Cardene), bepridil (Vascor), isradipine (Dynacirc), nimodipine (Nimotop), felodipine (Plendil), amlodipine (Norvasc), diltiazem (Cardizem), e verapamil (Calan, Isoptin). Decidi pesquisar e, de saída, li um artigo sério de Jose D. Debes et al. “Inverse Association between Prostate Cancer and the Use of Calcium Channel Blockers”, que afirmava o contrário. Idealmente, teríamos um experimento, grupos experimentais e grupo controle,mas seria complicado pelo número e pelo tempo exigido.

Havia uma hipótese de que os CCB’s estariam associados com o desenvolvimento do câncer.

A pesquisa acompanhou homens entre 40 e 79 anos retirados de um estudo de sintomas urinários. Foram retirados por amostragem entre os residentes de Olmsted County em Minnesota. Claro que a primeira informação obtida era a lista de remédios tomados. Estudaram o equivalente a 12.668 anos/pessoas. 6,8% dos que tomavam CCB’s desenvolveram câncer de próstata, bem menos do que os 10,5% dos que não tomavam (P = 0,09; OR [odds ratio], 0,62). Ajustando por história familiar de câncer, o odds ratio, passou a ser 0,55.

Há outras pesquisas e a preocupação científica parece ser com a interferência dos CCB’s sobre o tratamento hormonal. É algo para discutir com o seu oncólogo (que leia Inglês e consulte a internet).

Êxodo de pacientes americanos

•Janeiro 18, 2008 • Deixe um comentário

Há um fluxo de pacientes americanos de câncer de próstata para alguns países, sobretudo o México e a França. Buscam um tratamento que competiria com os mais comuns (cirurgia, radioterapia) por resultados, sem as suas pesadas consequencias e efeitos colaterais. O tratamento é chamado de HIFU, que usa ultrasom de alta intensidade incinerando as células.

O problema de saber onde estao as celulas cancerosas e separá-las das demais é o mesmo de todas as terapias externas. HIFU, diz a propaganda, não prejudicaria a vida sexual dos pacientes.

O tratamento não foi aprovado nos Estados Unidos, um país bastante conservador nessas questões. Por isso, os seguros não pagam por ele e as aplicações custam entre US$ 25 e 30 mil.

O fabricante faz algo que considero abominável: primeiro, paga aos médicos entre 5 e 7 mil dólares, bem mais do que receberiam pelo uso de terapias convencionais, aprovadas, nos Estados Unidos. Os críticos suspeitam que esses conselhos médicos possam ser parcialmente “comprados”e que sem essa contribuição em muitos casos as recomendações seriam outras sem incentivos financeiros. Isso inclui médicos e pesquisadores com uma atitude favorável ao HIFU.

Mais de duzentos mil americanos recebem o pesado diagnóstico de câncer de próstata todos os anos, o que mostra o tamanho do mercado. Até agora é um mercado potencial porque o número buscando HIFU nos EUA é uma fração pequena dos que usam métodos já provados.

É possível que o HIFU se transforme em um tratamento aceito pelas autoridades médico-sanitárias. Até lá, convém ficar de olho…

A base genética do câncer de próstata

•Janeiro 17, 2008 • Deixe um comentário

Uma equipe internacional de pesquisadores usou um teste com cinco marcadores genéticos em ampla amostra de homens suecos. Acabam de publicar os resultados no New England Journal of Medicine. Homens com quatro ou cinco desses marcadores tinham uma probabilidade 4,5 vezes de desenvolver o câncer de próstata. Os que tinham todos os cinco mais uma história da doença na família tinham um risco 9,5 vezes mais alto.

A equipe, com pesquisadores da Johns Hopkins, da Wake Forest University e do Karolinska Institute in Stockholm, tiraram amostras do sangue de 2.893 pacientes e de 1.781 “controles”, com características semelhantes, mas sem a doença.

É um passo gigantesco. Combinado com outros testes, como o PSA e o exame de toque retal, podem diminuir muito o erro no diagnóstico: por si sós, os testes genéticos alertarão os homens com alto risco, mas que ainda não desenvolveram a doença.

O que o Dr. Myers toma

•Janeiro 16, 2008 • Deixe um comentário

Dr. Myers é um urólogo que também enfrenta um câncer de próstata, foi tratado, mas não teve a “volta” do PSA. O que ele toma? Dr. Myers disponibilizou a lista há uns 2-3 anos (os comentários não são meus. Os meus estão em azul):

Ø

  1. Avodart 0.5 mg – Dois por dia. Um deixou a DIHYDROTESTOSTERONA ALTA. PROSCAR NÃO SUPRIMIU A DHT.
  2. VITAMINA D3 – 4,000 IU DE VITAMINA D3 – AJUSTADA DE MANEIRA A MANTER O SERUM
  3. 25-HYDROXY VITAMINA D3 ENTRE 50-100 NG/ML (ISSO SE AVERIGUA COM EXAMES DE SANGUE)
  4. ÓLEO DE PEIXE – 4.000 mg POR DIA
  5. SELENIUM – 200 mcg POR DIA
  6. VITAMINA E (TOCOPHEROL) POR DIA, INCLUÍNDO

  • GAMMA TOCOPHEROL 210 MG E
  • ALPHA TOCOPHEROL 98.8 MG

LEIA NA BULA PARA VER SE A VITAMINA E INCLUI TANTO ALPHA QUANTO GAMMA E EM QUE QUANTIDADES.

(PS ESSA LISTA É ANTERIOR ÀS NOTÍCIAS MAIS MODERADAS A RESPEITO DO SELÊNIO E DA VITAMINA E)

  1. LYCOPENE 10 MG POR DIA
  2. ISOFLAVONAS DE SOJA – 200 + MG POR DIA

REPRODUZO E MAIS NADA

Exemplo de cortesia e profissionalismo

•Janeiro 16, 2008 • Deixe um comentário

Enviei, ontem, carta solicitando as publicações de dois pesquisadores chineses relacionadas ao câncer de próstata. Em menos de 24 horas, recebi a resposta, que reproduzo abaixo.

Depois da resposta está um site sobre Medicina Chinesa Tradicional, com alguns dados e comparações. Está tudo em Inglês e, infelizmente, não tenho tempo para traduzir. A carta e a presteza da resposta exemplificam o comportamento entre pesquisadores profissionais.

abraços

PS – divulgar não significa endossar. Informo, apenas

Hi Gláucio,

Thanks a lot for your interest in our publications. Based on the company’s policy, we only post reprints instead of sending out electronic papers. Therefore, we appreciate you would give us a shipping address for this purpose. All information collected will be kept in strict confidence and used for sending the reprints only.
Last but not least, we always encourage our readers to share their TCM experiences on the forum of www.shen-nong.com website. Again, thanks for your interest.

Best Regards,

Stan

Stan T. Man
Research Coordinator
Integrated Chinese Medicine Holdings Ltd. (Hong Kong)

http://www.shen-nong.com/eng/front/index.html

Romã, ellagitaninos e câncer de próstata

•Janeiro 15, 2008 • Deixe um comentário

Romã, segundo artigo de pesquisadores da UCLA, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry possui um tipo de anti-oxidante chamado ellagitaninos que, com seus metabólitos, se acumularam nas próstatas de camundongos. Os pesquisadores reduziram as defesas do sistema imune dos camundongos, enxertaram células cancerosas e os dividiram em dois grupos. Um dos grupos, o experimental, foi tratado com ellagitaninos e seus metabólitos e outro, o grupo controle, não foi tratado. O grupo tratado apresentou crescimento dos tumores significativamente inferior ao do grupo controle. Os pesquisadores verificaram que os ellagitaninos e seus metabólitos se concentraram nas próstatas dos camundongos.
A riqueza de anti-oxidantes faz com que o consumo de romã também contribua para a saúde cardio-vascular. Esta pesquisa foi feita pelo mesmo grupo que demonstrou que o consumo de suco de romã aumentava o doubling time do PSA, o PSADT, que é um indicador importante do risco de vários fatores negativos relacionados com o câncer de próstata. As instruções de fãs do romã, como Mike Adams, sugere que se consuma o suco incluindo as sementes.
A conclusão a que chegaram alguns é simples: como o romã não tem contra-indicações, nada nos impede de tomar um a dois copos de suco de romã por dia.

Novas esperanças vindas da China

•Janeiro 15, 2008 • Deixe um comentário

Recebi notícias de novas pesquisas (publicadas em 2008!) sobre fitoterapia do câncer de próstata usando ervas chinesas. Claro que, alguns de nós estamos demasiado propensos a acreditar em novas terapias e creio ser meu dever advertir-nos que, até agora, tivemos muitas notícias que não resistiram às pesquisas mais sistemáticas, necessárias para que o remédio seja considerado como tal. Agora surgiu mais um, mistura de ervas chinesas, chamado Equiguard. Escrevi para os pesquisadores Hsieh e Li solicitando seus artigos (a maioria publica em Inglês) e aguardo que os enviem. A maioria desses estudos é in vitro, usando células cultivadas em laboratórios. Usualmente, se segue um período in vivo, com camundongos para, finalmente, caso tudo tenha funcionado bem, chegar a uma série de pesquisas com seres humanos, voluntários, começando, com freqüência, com números pequenos de pessoas com cânceres avançados, passando a pesquisas maiores (e muito mais caras) somente depois de novos sucessos. Esse processo leva vários anos.

Entrei no site das publicações feitas por esse grupo e baixei um resumo em Inglês que reproduzo abaixo. Quando tiver mais informações, Deus querendo, passá-las-ei para vocês.

Authors: Tze-Chen Hsieh, Joseph M. Wu Pages: 209-219 Abstract:
Dietary supplements and botanical products are widely used by patients diagnosed with prostate cancer (CaP) as a primary or adjuvant form of treatment for their medical conditions in the United States. Many of the available products are complex mixtures composed of extracts from foreign plants, whose mechanism of action typically is not systematically and rigorously investigated. Laboratory studies employing precisely defined conditions and referenced methodologies are essential not only for standardization and characterization of the products, but are also important requisites for providing scientific evidence and molecular insights in regard to the clinical efficacies some of these products purportedly demonstrate. In previous studies from this laboratory, we serendipitously observed that EquiguardTM, a dietary supplement formulated with extracts from nine Chinese herbs for preventing decline in renal functions associated with the aging process, contain 70% ethanol-extractable ingredients that displayed potent growth inhibitory activities in androgen-dependent (AD) LNCaP and androgen-independent (AI) DU-145 and PC-3 cells. Moreover, significant reduction in expression of the androgen receptor (AR) and prostate specific antigen (PSA) also occurred in Equiguard-treated LNCaP cells. Although these results offer the possibility that Equiguard confers chemoprevention for CaP, it remains undetermined whether Equiguard functions in CaP cell types that represent the transition of AD to the AI status. Further, details of its mechanism of action have not been fully elucidated. The studies described in this report focusing on CWR22Rv1 cells are intended to fill these gaps. These cells express AR and PSA, yet show weak responsiveness to androgens and largelyproliferate in an AI-independent manner – features that mimic AD↷AI in clinically advanced disease. Using the CWR22Rv1 cells, we showed that 70% ethanolic extracts of Equiguard effectively suppressed colony formation, inhibited cell proliferation, reduced expression of cell cycle regulatory proteins including cyclin D1, E2F, as well as lowered AR and PSA levels. Treatment of CWR22Rv1 cells with Equiguard also decreased cyclooxygenase 2 and led to increases in quinone reductase 1 and 2. These results provide further support that Equiguard possess multiple, chemopreventive attributes capable of disrupting the transition of AD↷AI in clinically advanced CaP.